Durante toda minha infância quis ser como ela, admirava seus passos seus jeitos, suas artimanhas. Queria usar seus sapatos e passar seu batom. Encantava-me ver aquela mulher vestida de paz e amor, em cada abraço um beijo vinha de brinde.
Aos poucos fui percebendo o quão difícil poderia ser a realização de tantas tarefas e que a até então super poderosa começará a ficar estressada, sem paciência e tempo, não conseguia mais compreender-me e fazia-me acreditar que me odiava, que nunca quisera que eu estivesse ali.
Fui crescendo e mudando de opinião, percebendo sutilmente o quão maravilhosos são os seus defeitos, aos poucos fui tentando me convencer de que tudo aquilo era para meu bem.
Hoje quero sim ser igual a ela, a mulher mais poderosa e cativante que conheço. Aquela que faz das tripas o coração para me ver feliz, que busca no fundo da alma forças para lutar a meu favor, aquela que sempre forte me mostra a direção certa a seguir.
Restam-me ainda alguns conceitos, os quais só poderei descrever quando compartilhar da mesma situação em que ela se encontra, a maternidade.
O que nunca ira se alterar é o beijo que vem de brinde com seus abraços.



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